A Arte de Jean- Michel Basquiat
Por Guido Velansk
Pensando em uma Expo! Perfeita!
Jean- Michel Basquiat foi mesmo um meteoro do mundo das artes plásticas. Sua obra nasceu nos muros e paredes de Nova York e ganhou o mundo. Graças a um convênio com a pinacoteca de São Paulo, o museu Quartier na Áustria, inaugurou o circuito nacional da mostra de Jean Michel Basquiat. São cerca de 100 obras sobre papel.
Certa vez em uma entrevista ao jornalista Henry Geldzahler, Basquiat respondeu que o seu assunto era: “Realeza, heroísmo e as ruas”.
A coroa de três pontas é um signo presente em
muitos trabalhos.
O entre cruzamento de culturas africanas (Basquiat era filho de pai haitiano e de
mãe porto-riquenha) ganhou força no final da década de 70 e começo de 80.
Nas
ruas ele começou como grafiteiro. O grito de exclusão de Basquiat foi nas ruas e calçadões. Ele é um exemplo multiétnico e multicultural.
Negro, de origem caribenha, nascido e criado no Brooklin, um bairro de Nova York. Uma cidade da
infância, onde sofreu um acidente enquanto jogava bola. O artista ficou hospitalizado por um
tempo
e ganha um manual de anatomia de sua mãe. Em suas obras ele utiliza figuras de partes do corpo humano.
Do ponto de vista tradicional, Basquiat não sabia desenhar nem pintar. A não ser muito
transitoriamente na escola secundária, nunca estudou nenhuma das duas disciplinas, mas conhecia
bastante arte, contudo, pouca técnica; supriu essa deficiência criando um estilo cujo vigor muito deve á sua
própria incipiência, a sua figuração rudimentar. É um caso raríssimo de artista que conseguiu
transformar suas obras, em personalíssimos recursos expressivos.
A rudeza só lhe aumenta a estranheza
e a eficácia" escreve o crítico Olívio Tavares de Araújo, no catálogo da exposição.
Andy Wahrol preconizava que cada um tem direito a 15 minutos de fama. Basquiat virou uma
espécie de mito contemporâneo, e teve direito a glamour, modismos e misérias em doses ousadas.
Ter visto muito dessa exposição, me passavam coisas incríveis durante o meu passeio pela mesma.
“Tudo bem, Vou descrever um pouco do que mais me tocou.”
Diferente de seus excessos era o trato que dispensava a seus admiradores. Basquiat nunca deu muita
atenção aos abutres de plantão. A arte de Basquiat, chamada de "primitivismo intelectualizado", uma
tendência não-expressionista, retrata personagens esqueléticos, rostos apavorados ou mascarados, carros, edifícios, policiais, ícones negros da música e do boxe, cenas da vida urbana que categoricamente foram marcadas nesta exposição; além de colagens, junto a pinceladas nervosas, rabiscos, escritas
indecifráveis, sempre em cores fortes e em telas grande.
Quase sempre o elemento negro está retratado, em meio aos caos.
O período mais criativo da curta vida e da carreira meteórica de Basquiat situa-se entre 1982-1985 e
coincide com a amizade com Wahrol, época em que faz colagens e quadros com mensagens escritas,
que lembram o grafite do início e que remetem à suas raízes africanas. É também o período em que
começa a participar de grandes exposições, este foi o momento de dar o seu nome e expor verdade com
autenticidade.
A morte do amigo e protetor Andy Wahrol, em 1987, deixa Basquiat abalado
e debilitado, e isso reflete na sua criação. Os críticos, sempre muito exigentes, já não o tratavam
com unanimidade, e Basquiat responde a essas cobranças associando-as ao
racismo arraigado da sociedade americana. E é Verdade!
Solitário, exagera no consumo de drogas,
não entendeu que: Nem Tanto e nem tão Pouco! Foi tolo nesse sentido.
Morreu por overdose
de heroína, que põe fim á carreira brilhante do primeiro afro-americano a ter acesso à fechada cena
das artes plásticas nova-iorquinas, e, a partir daí, presença nas mais importantes mostras do mundo,
entre elas, uma sala especial, em 1996, na 23ª Bienal de São Paulo, e em 1998, uma retrospectiva
na pinacoteca do estado de São Paulo.
Maravilha! Eu por exemplo não vi a Expo de SP, porém vi aqui,
no Museums Quartier, na cidade de Viena, Áustria.
Uma mega e fantástica Exposição. “Faz idéia de como foi pra
mim? Calcule!